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Delator da Lava Jato é preso em operação contra lavagem de dinheiro de tráfico internacional de drogas
15/05/2018

A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta terça-feira (15) Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará, delator da Lava Jato. Ele e outras sete pessoas foram presos em uma operação contra lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas.

Ceará atuava na Lava Jato com o doleiro Alberto Youssef, e firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O acordo foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A PF disse que vai avisar as duas instituições para que avaliem a rescisão do acordo.

Ceará foi preso preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado, em João Pessoa (PB).

G1 apurou que, além dele, outros dois operadores financeiros agem no esquema investigado pela Operação Efeito Dominó, deflagrada nesta terça.

Um deles, Edmundo Gurgel Junior, foi investigado pela PF no caso Banestado, na Operação Farol da Colina, segundo a Polícia Federal. Ele também foi alvo de prisão preventiva.

O outro doleiro preso é José Maria Gomes. A prisão dele é temporária e ocorreu no Rio de Janeiro (RJ). Todos os presos serão levados para a Superintendência da PF, em Curitiba.

O G1 tenta localizar os advogados dos citados.

Efeito Dominó

Batizada de Efeito Dominó, a ação é um desdobramento da Operação Spectrum, deflagrada em 2017. Na ocasião, Luiz Carlos da Rocha – o Cabeça Branca, um dos maiores traficantes da América do Sul, segundo a PF – foi preso em Sorriso (MT).

Ao todo, são 26 mandados judiciais. Há 18 de busca e apreensão, cinco de prisão preventiva e três de prisão temporária.

Os mandados são cumpridos no Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e em São Paulo.

Crimes de lavagem de dinheiro, contra o Sistema Financeiro Nacional, organização criminosa e associação para o tráfico internacional de entorpecentes são apurados pela Operação Efeito Dominó.

A investigação

De acordo com a PF, a investigação policial apontou uma "complexa e organizada estrutura" destinada à lavagem de recursos provenientes do tráfico internacional de entorpecentes.

A estratégia da operação, conforme a PF, é baseda na ligação de interesses das atividades ilícitias dos "clientes dos doleiros" investigados.

De um lado, havia a necessidade de disponibilidade de grande volume de reais em espécie para o pagamento de propinas, segundo a PF. Do outro, de acordo com a PF, traficantes internacionais como – Cabeça Branca – tinham disponibilidade de recursos em moeda nacional e necessitavam de dólares para fazer as transações internacionais com fornecedores de cocaína.

Veja onde os mandados são cumpridos

  • Rio de Janeiro (RJ)
    4 mandados de busca e apreensão e 1 mandado de prisão temporária
  • Maricá (RJ)
    1 mandado de busca e apreensão
  • João Pessoa (PB)
    1 mandado de busca e apreensão e 1 mandado de prisão preventiva
  • Cabedelo (PB)
    1 mandado de busca e apreensão
  • Recife (PE)
    3 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão preventiva
  • Fortaleza (CE)
    1 mandado de busca e apreensão e 1 mandado de prisão temporária
  • Brasília (DF)
    2 mandados de busca e apreensão e 1 mandado de prisão preventiva
  • Campo Grande (MS)
    1 mandado de busca e apreensão e 1 mandado de prisão preventiva
  • Amambai (MS)
    1 mandado de busca e apreensão
  • Dourados (MS)
    1 mandado de busca e apreensão e 1 mandado de prisão temporária
  • São Paul (SP)
    2 mandados de busca e apreensão

 

 

Fonte: G1
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