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Bolsonaro diz em culto não ser o mais capacitado: 'Mas Deus capacita os escolhidos'
31/10/2018

O presidente eleito Jair Bolsonaroparticipou de um culto no Rio de Janeiro na noite desta terça-feira (30) e afirmou não ser o mais capacitado. Em um breve discurso, acrescentou: "Mas Deus capacita os escolhidos".

No último domingo (28), Bolsonaro recebeu 57,7 milhões de votos(55,1%) e derrotou Fernando Haddad (PT) no segundo turno da eleição presidencial – Haddad recebeu 47 milhões de votos (44,8%).

O novo presidente passou esta terça no Rio e, mais cedo, recebeu aliados para discutir os nomes dos futuros ministros do governo

"Primeiro, quero agradecer a Deus por estar vivo. Pelas mãos de profissionais da saúde, [...] Deus operou um milagre. Depois, quero agradecer também a Deus por esta missão, porque o Brasil está numa situação um tanto quanto complicada, com crise ética, moral e econômica. Tenho certeza que não sou o mais capacitado, mas Deus capacita os escolhidos", disse Bolsonaro, ao lado do pastor Silas Malafaia.

O presidente eleito se emocionou durante a fala, embargando a voz. A plateia, então, o aplaudiu.

Durante o culto, Bolsonaro pediu às pessoas que oraram pela vida dele que, agora, orem para ele conseguir montar uma boa equipe de governo, com boas ideias, além de "coragem" para tomar as melhores decisões para o país.

Ao repetir o slogan da campanha, "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos", Bolsonaro disse ter compromisso com "os valores da família cristã".

"Quero agradecer a este povo de Deus pela confiança depositada em meu nome. E que os senhores e as senhoras podem esperar de mim uma pessoa comprometida com os valores da família cristã", disse.

Reunião com aliados

Bolsonaro se reuniu nesta terça-feira com o economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia; Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil; e Gustavo Bebianno, dirigente do PSL e uma das pessoas mais próximas ao presidente eleito.

Ao deixar o encontro, Paulo Guedes informou que uma das decisões tomadas pelo novo presidente foi unificar os ministérios da Fazenda, do Planejamento e da Indústria e Comércio.

Paulo Guedes disse, ainda, que será "natural" se o atual presidente do Banco Central, Ilan Golfajn, permanecer no cargo.

Outra decisão tomada, segundo Onyx Lorenzoni, foi unificar os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.

 

Fonte: G1
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